Papa no Angelus: A intimidade com Deus na oração


Papa Francisco no Angelus de 09/01/2022 (Imagem: Vatican Media)
Papa Francisco no Angelus de 09/01/2022 (Imagem: Vatican Media)

“A oração, nos ajuda porque nos une a Deus, abre-nos a um encontro com Ele. “Sim, a oração é a chave que abre o coração ao Senhor

[Eduardo Honorato Paulo, 09/01/2022 – Redação CatolicaWeb]Reunido com os fiéis na Praça de São Pedro, neste domingo do Batismo do Senhor, o Papa Francisco antes da oração do Angelus, proferiu algumas palavras sobre o Evangelho de hoje em Lucas, onde é narrado o Batismo e o início da vida pública de Jesus.

O Papa em seu comentário, chama a atenção para o momento em que o Espírito Santo desce em forma visível. Segundo o evangelista, Jesus estava rezando, e Francisco destaca que em todos as horas mais marcantes e importantes da vida do Senhor Ele estava em oração.

E isso se repete inúmeras vezes: no início de cada dia, muitas vezes à noite, antes de tomar decisões importantes Cristo está sempre em oração – o que revela uma relação íntima com o Pai. “Rezar é a forma de deixar Deus agir em nós, de compreender o que Ele quer comunicar-nos mesmo nas situações mais difíceis, para ter a força para continuar.”

Para o Pontífice a oração é o que nos une a Deus, estabelece uma conexão direta entre nós e Ele. Independente da situação em que passamos devemos sempre estar nesta união, para que nossa vida tenha um verdadeiro sentido. Francisco ainda faz uma bela analogia com o Evangelho de hoje ensinando que nossa oração pode abrir o céu para as graças que tanto necessitamos.

“A oração, nos ajuda porque nos une a Deus, abre-nos a um encontro com Ele. “Sim, a oração é a chave que abre o coração ao Senhor.” É dialogar com Deus, é ouvir a sua Palavra, é adorar: ficar em silêncio e confiar-Lhe o que estamos vivendo. E por vezes é também gritar a Ele como Jó, para desabafar com Deus. “Ele nos entende bem, jamais fica bravo conosco.” Caros irmãos e irmãs, a oração – para usar uma bela imagem do Evangelho de hoje – “abre o céu”: dá oxigênio à vida, respiro mesmo no meio dos afãs, e faz-nos ver as coisas de modo mais amplo. Acima de tudo, permite-nos fazer a mesma experiência de Jesus no Jordão: faz-nos sentir como crianças amadas pelo Pai. Por isso, é importante saber a data do batismo.”

O Papa Francisco encerra, nos convidando a perguntar: como anda nossa oração? Como estamos realizando esta união com Deus? Entendendo que orar é dialogar com o Senhor, devemos fazer com atenção, atentos ao que estamos fazendo, ao que estamos falando, assim como fazemos em um diálogo com outra pessoa. E nos lembra que Deus é uma pessoa e merece toda a nossa atenção:

“E hoje perguntemo-nos: como vai a minha oração? Será que rezo por hábito, sem querer, apenas recitando fórmulas? Ou será que cultivo a intimidade com Deus, diálogo com Ele, escuto a Sua Palavra?”

Entre as muitas coisas que fazemos, não negligenciemos a oração: “Dediquemos tempo a ela, utilizemos invocações curtas para repetir com frequência, leiamos o Evangelho todos os dias”.

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