Papa no Angelus: A transgressão do amor


Papa no Angelus: 14/02/2021
Papa no Angelus: 14/02/2021

“É o estilo de Deus: proximidade, compaixão e ternura; A transgressão de Deus: é um grande transgressor neste sentido.”

Confira a mensagem do Papa Francisco no Angelus de 14/02

[Eduardo Honorato Paulo, 14/02/2021] Hoje, mais uma vez o Papa Francisco recitou a oração do Angelus diretamente da janela do Palácio Apostólico, na Praça São Pedro. Como de costume antes da oração, o Santo Padre comentou o Evangelho de hoje, 6º Domingo do Tempo Comum.

Lembrou hoje sobre os dois tipos de transgressão nos mostrados no texto: a primeira, do leproso que não podia se aproximar das demais pessoas por conta de sua enfermidade e da legislação vigente. A segunda, do próprio Jesus que se aproxima do doente e o atrais para si.

É o estilo de Deus: proximidade, compaixão e ternura. A transgressão de Deus: é um grande transgressor neste sentido.

Lembrando disso, o Pontífice recordou o papel dos confessores que sempre atraem para si os fieis que carregam sobre si o peso dos seus pecados não para condená-los, mas sim livrá-los dessa pesada carga. Ao dizer, pediu a todos os presentes um grande aplauso, aplaudindo

“Permitam-me aqui um pensamento a muitos bons sacerdotes confessores que têm esta atitude: atrair as pessoas que se sentem aniquiladas pelos seus pecados com ternura a compaixão… Confessores que não estão com o chicote nas mãos, mas recebem, ouvem e dizem que Deus é bom, que Deus perdoa sempre, que jamais se cansa de perdoar.”

O Santo Padre lamentou em seu discurso os diversos tipos de preconceitos que nos cercam e nos impedem de aproximar das pessoas com misericórdia, opondo à atitude de Deus que se deixou contaminar com o nosso pecado a fim de nos salvar.

“Mas padre, o que está dizendo? Que Deus se contamina? Não o digo eu, mas São Paulo: fez-se pecado. Ele que não é pecador, que não pode pecar, fez-se pecado. Veja como Deus se contaminou para se aproximar de nós, para ter compaixão e para fazer compreender a sua ternura. Proximidade, compaixão e ternura”

O pontífice terminou sua reflexão convidando os fiéis a pedirem a Deus a graça de termos coragem de assumir as duas transgressões do Evangelho, a de Jesus e a do leproso:

Aquela do leproso, para que tenhamos a coragem de sair do nosso isolamento e, ao invés de permanecer ali com pena de nós mesmos ou chorando nossas falências, ir até Jesus assim como somos. E depois a transgressão de Jesus: um amor que leva a ir além das convenções, que faz superar os preconceitos e o medo de nos envolver na vida do outro. Aprendamos a ser transgressores como estes dois: como o leproso e como Jesus.

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