Papa no Angelus: A Unidade flui da Santíssima Trindade


Papa no Domingo da Santíssima Trindade (imagem: Vatican News)
Papa no Domingo da Santíssima Trindade (imagem: Vatican News)

“E, na medida em que é amor, Deus, embora seja um e único, não é solidão, mas comunhão, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”

[Eduardo Honorato Paulo, 31/05/2021 – Redação CatolicaWeb] Neste último domingo dia 30 de maio, o Papa Francisco falou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro durante a recitação da oração do Angelus, onde refletiu sobre o Evangelho do dia, a solenidade da Santíssima Trindade e falou sobre esse grande mistério,  “o mistério de um único Deus, e esse Deus é: o Pai e o Filho e o Espírito Santo, três pessoas”.

O Santo Padre nos ensina que Deus criou cada ser humano de forma única, que não somos variações de Deus, somos únicos:

“Hoje paramos para celebrar esse mistério, porque as Pessoas não são adjetivações de Deus, não. São pessoas, reais, diversas, diferentes. Não são – como dizia aquele filósofo – ‘emanações de Deus’, não, não! São pessoas. Há o Pai, a quem rezo com o Pai Nosso; há o Filho, que me deu a redenção, a justificação; há o Espírito Santo que habita em nós e que habita na Igreja.”

Francisco explica que Deus é amor, e este amor é vivido entre as três pessoas da Santíssima Trindade: O Pai o Filho e Espírito Santo. E este mesmo amor que flui entre as três pessoas da Trindade flui também para a humanidade e nós, de nossa parte, devemos também fazê-lo fluir:

“E, na medida em que é amor, Deus, embora seja um e único, não é solidão, mas comunhão, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Porque o amor é essencialmente dom de si e, na sua realidade original e infinita, é Pai que se entrega gerando o Filho, que por sua vez se entrega ao Pai, e o seu amor recíproco é o Espírito Santo, vínculo da sua unidade.”

Concluindo, o Papa reflete sobre a unidade entre O Pai, Filho e Espírito Santo que apesar de serem três pessoas, formam um só Deus. Disse que não apenas o amor, mas também a unidade vivida na Santíssima Trindade deve ser vivida entre nós, apesar das diferenças naturais de pessoas que foram criadas únicas:

“a beleza do Evangelho requer ser vivida – a unidade – e testemunhada em harmonia entre nós, que somos tão diferentes! E essa unidade, eu ouso dizer, é essencial para o cristão: não é uma atitude, uma forma de dizer, não. É essencial, porque é a unidade que nasce do amor, da misericórdia de Deus, da justificação de Jesus Cristo e da presença do Espírito Santo nos nossos corações.”

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