Papa no Angelus: No Juízo final, nos perguntarão de nossa proximidade com os doentes


Papa no Angelus de 11/07/2021 (imagem: Vatican News)
Papa no Angelus de 11/07/2021 (imagem: Vatican News)

O cuidado, a ternura de quem cuida da pessoa doente: é como uma carícia que faz sentir melhor, alivia a dor e soleva

[Eduardo Honorato Paulo, 11/07/2021 – Redação CatolicaWeb] O Papa Francisco foi submetido a uma cirurgia no intestino a uma semana e encontra-se ainda internado no hospital Agostino Gemelli desde então. E foi de lá, da janela do decimo andar, que neste domingo XV do tempo comum, conduziu a oração do Angelus junto a uma pequena concentração de fieis reunidos na praça diante da instituição de saúde. A última vez que fato semelhante aconteceu foi em treze de março de 2005, quando São João Paulo II falou ao público após uma traqueotomia.

O Santo Padre agradeceu o carinho recebido e a oportunidade de conseguir falar e estar junto a igreja mesmo convalescendo:

“Estou feliz por poder manter o encontro dominical do Angelus, também aqui da Policlínica “Gemelli”. Agradeço a todos: senti muito a proximidade e o amparo de suas orações. Obrigado de coração!”

O Papa fez uma breve meditação sobre o Evangelho do dia, lembrando a unção do óleo com o qual os discípulos ungiam e curavam os doentes. Para Francisco esse óleo é algo mais, é o cuidado e o alento dado para que está doente, que além da cura física proporciona também a cura psicológica e espiritual:

“Este ‘óleo’ é certamente o sacramento da Unção dos enfermos, que dá conforto ao espírito e ao corpo. Mas este ‘óleo’ é também a escuta, a proximidade, o cuidado, a ternura de quem cuida da pessoa doente: é como uma carícia que faz sentir melhor, alivia a dor e soleva. “Recordemos que no protocolo do juízo final Mateus, 25, uma das coisas que nos perguntarão será a proximidade aos doentes.”

O Pontífice ainda defendeu o acesso público e gratuito dos serviços de saúde do qual ele mesmo teve a graça de poder usufruir nas últimas semanas e ressaltou que devemos defende-lo sempre:

“Nesses dias de internação no hospital, prosseguiu o Pontífice, experimentei quanto é importante um bom serviço de saúde gratuito, acessível a todos, como existe na Itália e em outros países. Um sistema de saúde gratuito, que garanta um bom serviço acessível a todos. Não se pode perder este bem precioso. É preciso mantê-lo! E para isso é necessário que todos se empenhem, porque serve a todos e pede a contribuição de todos. “Mas a sua vocação na Igreja não é ter dinheiro, mas prestar um serviço e um serviço é sempre gratuito, não se esqueçam, salvar as instituições gratuitas”.

Por fim o Papa Francisco fez o seu agradecimento a todos os trabalhadores dos hospitais e dirigiu uma prece a todos os doentes e principalmente às crianças que o cercavam no momento em que falava, reforçando que ninguém deve ficar sozinho e receber a unção não apenas do óleo, mas também da escuta, do cuidado e do amor:

“Quero expressar o meu apreço e o meu encorajamento aos médicos e a todos os agentes de saúde e aos funcionários dos hospitais. E rezemos por todos os doentes, aqui estão alguns amigos crianças doentes. Por que as crianças sofrem? Por que sofrem as crianças é uma pergunta que toca o coração. Acompanhemo-las com a oração e rezemos por todos os doentes, especialmente por aqueles em condições mais difíceis: ninguém fique só, cada um possa receber a unção da escuta, da proximidade, da ternura e do cuidado. E é o que pedimos por intercessão de Maria, nossa Mãe, saúde dos enfermos.”

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