Papa no Angelus: Com Deus sempre há esperança de novos brotos


Papa no Angelus de 13/06/2021 (imagem: Vatican News)
Papa no Angelus de 13/06/2021 (imagem: Vatican News)

Deus está agindo, como uma pequena boa semente, que brota silenciosa e lentamente.

[Eduardo Honorato Paulo, 14/06/2021 – Redação CatolicaWeb] Neste XI domingo do tempo comum, o Papa Francisco falou mais uma vez aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, relembrando as parábolas do Evangelho do dia.

A palavra de hoje fala da semeadura, do ato de semear e esperar. O Santo Padre nos ensina que após o semear vem a espera, não adianta tentar forçar a planta crescer pois ela tem o seu próprio tempo e força, da mesma forma a força que faz a semente da Palavra crescer vem de Deus e no tempo d’Ele por isso não devemos desanimar com a demora, mas sim, confiar que a semente está brotando:

“O bem sempre cresce de forma humilde, escondida, muitas vezes invisível, por isso não devemos desanimar quando nossos esforços parecem infrutíferos ou quando o mal parece triunfar, “a nós cabe semear, com amor, empenho, paciência. Mas a força da semente é divina. Em tantas situações da vida, de fato, pode acontecer de ficarmos desanimados, porque vemos a fraqueza do bem em relação à aparente força do mal. E podemos nos deixar paralisar pela desconfiança, quando constatamos que nos comprometemos, mas os resultados não chegam e as coisas parecem não mudar nunca. Pede para ter olhos maiores, que saibam ver além, especialmente além das aparências, para descobrir a presença de Deus que, como amor humilde, está sempre agindo no terreno da nossa vida e naquele da história.”

Francisco ainda nos ensina que as parábolas se passam em situações do dia a dia, que muitas vezes levamos no automático não damos muito valor. Mas em todas essas situações Deus também está ali, agindo de forma escondida mas presente:

Assim, ensina-nos que mesmo as coisas do dia-a-dia, aquelas que por vezes parecem todas iguais e que levamos em frente com distração ou fadiga, são habitadas pela presença escondida de Deus, ou seja, têm um significado Assim, também nós temos necessidade de olhos atentos, para saber buscar e encontrar Deus em todas as coisas.

O Santo Padre também recorda o exemplo da semente de mostarda, sendo uma das menores que existe, quando é plantada cresce devagar e silenciosamente, mas com vigor e se torna uma das maiores árvores que existe proporcionando sombra, frutos…paz:

“Às vezes, o alarido do mundo, junto com as tantas atividades que enchem os nossos dias, nos impedem de parar e de perceber como o Senhor conduz a história. E, no entanto – assegura o Evangelho – Deus está agindo, como uma pequena boa semente, que brota silenciosa e lentamente. E, aos poucos, torna-se uma árvore vigorosa, que dá vida e refrigério a todos. Para nós, muitas vezes , a semente de nossas boas obras pode parecer pequena. No entanto, tudo o que é bom pertence a Deus e, portanto, humilde e lentamente, dá frutos. O bem – recordemos – sempre cresce de maneira humilde,  de maneira escondida, muitas vezes invisível.”

O Santo Padre termina nos ensinando que devemos continuar semeando não importa a situação, mesmo em “terrenos áridos”, mesmo que não vejamos os resultados, mesmo não consumindo os frutos. Nosso dever é continuar a semear e esperar que em seu tempo os frutos apareçam:

Esta é a nossa confiança, “é isso que nos dá força para seguir em frente a cada dia com paciência, semeando o bem que dará fruto”. Atitude, aliás, especialmente importante “para sair bem da pandemia”, ou seja, “cultivar a confiança de estar nas mãos de Deus e ao mesmo tempo comprometermo-nos, todos, em reconstruir e recomeçar, com paciência e constância.”  Mas, alertou o Pontífice – “também na Igreja o joio da desconfiança pode criar raízes, sobretudo quando testemunhamos a crise da fé e o fracasso de vários projetos e iniciativas… “com Deus, mesmo nos terrenos mais áridos, há sempre esperança de novos brotos”… Que Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, nos ensine a ver a grandeza de Deus que opera nas pequenas coisas e a vencer a tentação do desânimo. Confiemos n’Ele todos os dias.

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