Papa no Angelus: Diante dos grandes perigos que passamos, Jesus toma de novo a Sua Cruz


Papa no Angelus - Missa de Ramos (imagem: Vatican News)

“Nesta situação histórica e social, o que Deus faz? Toma a cruz. Jesus toma sua cruz”

[Eduardo Honorato Paulo 29/03/2021, Redação CatolicaWeb] Ontem, durante a celebração da missa de Domingo de Ramos na Basílica de São Pedro, antes de proferir a benção final, o Papa Francisco conduziu a oração do Angelus, onde lembrou que pelo segundo ano consecutivo vivemos essa dia tão importante para os católicos em meio a esta grave pandemia: “No ano passado estávamos mais chocados, este ano estamos mais provados. E a crise econômica se tornou grave”, afirmou o Santo Padre.

O Pontífice nos exorta que diante de situações tão difíceis como esta em que vivemos, a atitude de Jesus não é outra se não tomar a nossa cruz e o nosso sofrimento pois nesses momentos o maligno pode encontrar uma brecha para espalhar desespero e desconfiança:

“Nesta situação histórica e social, o que Deus faz? Toma a cruz. Jesus toma sua cruz, ou seja, assume o peso do mal que tal realidade implica, o mal físico, psicológico e sobretudo espiritual, porque o Maligno se aproveita das crises para semear desconfiança, desespero e discórdia”

Francisco nos ensina que nossa atitude diante de tal situação deve ser seguir o exemplo de Nossa Senhora. Durante a Paixão de seu Filho ela o seguiu tomando para si mesma um parcela da dor que ele sentia:

“E nós? O que devemos fazer? A Virgem Maria, a Mãe de Jesus que é também sua primeira discípula, nos mostra. Ela seguiu seu Filho. Tomou sobre si sua própria parcela de sofrimento, de escuridão, de abatimento, e percorreu o caminho da paixão, mantendo a lâmpada da fé acesa em seu coração. Com a graça de Deus, também nós podemos fazer este caminho”

Ainda nos anima a olhar para o sofrimento daqueles que sentem com mais intensidade as dores dessa dura batalha, e que como Cirineu não sejamos indiferentes, mas aproveitemos as oportunidades que encontramos para poder fazer o bem:

“Ao longo da via-sacra diária, encontramos os rostos de tantos irmãos e irmãs em dificuldade: não passemos adiante, deixemos que o coração seja movido à compaixão e nos aproximemos. No momento, como o Cirineu, poderemos pensar: “Por que logo eu?” Mas depois descobriremos o presente que, sem nosso mérito, nos foi dado. Que Nossa Senhora, que sempre nos precede no caminho da fé, nos ajude.”

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