Papa no Angelus: Quem quiser ver Jesus, olhe para a Cruz


Papa no Angelus 21/03/2021

Enquanto a semente morre, é o momento no qual a vida brota, para produzir frutos maduros em seu próprio tempo.”

[Eduardo Honorato Paulo 21/03/2021, Redação CatolicaWeb] Hoje, no quinto domingo da Quaresma, o Papa Francisco recitou a oração do Angelus novamente da Biblioteca do Palácio Apostólico, recordando o Evangelho do dia e nos alertou sobre a nossa missão de igreja de dar uma resposta a todos aqueles que manifestam o mesmo desejo: “Queremos ver Jesus”  

O Santo Padre nos diz que esta resposta deve ser dada com apenas com palavras, mas sim revelar Jesus as pessoas com atos concretos de amor que é a verdadeira expressão do coração de Deus:

“Ainda hoje muitas pessoas, muitas vezes sem dizer isso, de forma implícita, gostariam de “ver Jesus”, encontrá-lo, conhecê-lo. Disso compreendemos a grande responsabilidade de nós cristãos e de nossas comunidades. Também nós devemos responder com o testemunho de uma vida que se doa no serviço. Uma vida que toma sobre si o estilo de Deus: proximidade, compaixão, ternura e se doa no serviço. Trata-se de plantar sementes de amor, não com palavras que voam para longe, mas com exemplos concretos, simples e corajosos. Não com condenações teóricas, mas com gestos de amor”. Então o Senhor, com sua graça, nos faz dar frutos, mesmo quando o terreno é árido por causa de incompreensões, dificuldades ou perseguições ou pretensões de moralismos clericais: este é um terreno árido. Precisamente, então na provação e na solidão, enquanto a semente morre, é o momento no qual a vida brota, para produzir frutos maduros em seu próprio tempo.”

Olhar para a Cruz

Francisco nos explica a resposta que Jesus dá aos gregos que O queriam conhecer, Ele fala da semente que morre para dar fruto fazendo um paralelo com a sua própria paixão que estava prestes a acontecer, quando o fruto da salvação para toda a humanidade brotará de Sua própria morte. Para conhecer Jesus a semente da vida, é necessário olhar para a cruz:

“No pedido daqueles gregos podemos discernir o pedido que tantos homens e mulheres, de todos os lugares e de todas as épocas, dirigem à Igreja. Jesus responde ao pedido dos gregos com estas palavras: Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”. […] Se o grão de trigo cai na terra e não morre, permanece sozinho; mas se morre, dá muito fruto. Para conhecer e compreender Cristo deve-se olhar “o grão de trigo que morre na terra”, deve-se olhar para a cruz.”

Faz-nos pensar no sinal da cruz, que ao longo dos séculos se tornou o emblema por excelência dos cristãos. Aqueles que querem “ver Jesus” hoje, talvez vindo de países e culturas onde o cristianismo é pouco conhecido, o que eles veem antes de tudo? Qual é o sinal mais comum que eles encontram? O crucifixo. Nas igrejas, nos lares dos cristãos, até mesmo usado em seu próprio corpo. O importante é que o sinal seja coerente com o Evangelho: a cruz não pode deixar de expressar o amor, o serviço, o dom de si sem reservas: só assim é verdadeiramente a “árvore da vida”, da vida superabundante. Que a Virgem Maria nos ajude a seguir Jesus, a caminhar fortes e felizes no caminho do serviço, para que o amor de Cristo possa brilhar em todas as nossas atitudes e se torne cada vez mais o estilo de nossa vida diária”.

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