Papa no Angelus: O poder de cura de Jesus


Papa no Angelus - 07/02/2021
Papa no Angelus

Francisco reforça a predileção de Jesus por todos o que sofrem e a Sua disposição em curar e restabelecer a saúde tanto do corpo como da alma

“Aproximando-se, Ele a tomou pela mão e a fez levantar-se”

[Eduardo Honorato Paulo 08/02/2021] O Papa Francisco recitou a oração do Ângelus hoje, 5º domingo do tempo comum, diretamente da janela do Palácio Apostólico, junto com os fiéis que o esperavam reunidos da Praça São Pedro.

Refletindo o Evangelho deste domingo onde é descrita a cura da sogra de Pedro, Francisco reforça a predileção de Jesus por todos o que sofrem e a Sua disposição em curar e restabelecer a saúde tanto do corpo como da alma, demonstrando isso na atitude de se aproximar e se inclinar até ela.

“Aproximando-se, Ele a tomou pela mão e a fez levantar-se”, observa o Evangelista. Há tanta doçura neste ato simples, que parece quase natural: “A febre a deixou e ela se pôs a servi-los”. O poder de cura de Jesus não encontra nenhuma resistência; e a pessoa curada retoma sua vida normal, pensando imediatamente nos outros e não em si mesma – e isso é significativo, é um sinal de verdadeira “saúde”!

“Aquele dia era um sábado. O povo da aldeia espera pelo pôr-do-sol e depois, acabada a obrigação do repouso, sai e traz a Jesus todos os doentes e os possuídos. E Ele os cura, mas proíbe os demônios de revelar que Ele é o Cristo. Desde o início, Jesus mostra sua predileção pelas pessoas que sofrem no corpo e no espírito: é a predileção do Pai, que Ele encarna e manifesta com obras e palavras. Seus discípulos foram testemunhas oculares disso.”

A missão de Jesus é repassada a nós

O Santo Padre ainda afirma que essa mesma missão exercida por Jesus é transmitida aos seus apóstolos dando a eles o poder de curar e expulsar os demônios. Hoje, a igreja carrega consigo essa missão, tendo pelas pessoas que sofrem a mesma compaixão que teve Jesus com a sogra do discípulo e para com aqueles que O buscavam com esperança e fé, não sendo uma “atividade opcional” mas parte fundamental de sua missão.

“Mas Jesus não queria que eles fossem meros espectadores de sua missão: envolveu-os, enviou-os, deu-lhes também o poder de curar os doentes e expulsar os demônios. E isto tem continuado sem interrupção na vida da Igreja até hoje.”

A realidade que estamos vivendo em todo o mundo por causa da pandemia torna esta mensagem particularmente atual. A voz de Jó, que ressoa na Liturgia de hoje, torna-se mais uma vez intérprete de nossa condição humana, tão elevada em dignidade e, ao mesmo tempo, tão frágil. Diante desta realidade, a pergunta “por quê?” sempre surge em nossos corações.

Presença Divina que se inclina para ajudar

Concluindo sua reflexão, o Pontífice nos ensina que esses questionamentos são respondidos com uma presença Divina que se inclina para ajudar a levantar e nos lembra que a única forma justa de olhar o próximo de cima para baixo é para ajuda-lo a levantar-se. Terminando a oração Francisco nos pede que nos lembremos de pedir a Nossa Senhora a ajuda para deixarmos ser curados por Cristo: “que a Santíssima Virgem nos ajude a permitir que sejamos curados por Jesus – precisamos disso sempre, todos – para que, por nossa vez, possamos ser testemunhas da ternura regeneradora de Deus”.

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