Papa no Angelus: A autoridade da Palavra de Jesus


Papa no Angelus - 31/01/2021
Papa no Angelus

Confira o resumo do Angelus do último Domingo, 31 de Janeiro de 2021

[Eduardo Honorato Paulo 31/01/2021] Mais uma vez, o Papa Francisco conduziu a oração do Angelus diretamente da Biblioteca do Palácio Apostólico em observância aos protocolos em prevenção contra a Covid-19.

Jesus, uma autoridade diferente

O Papa lembrou hoje da mensagem do Evangelho em torno da autoridade da Palavra de Jesus que se manifesta em sua pregação e na cura que acontece no exorcismo praticado.

Na sinagoga de Cafarnaum Jesus lê e comenta as Escrituras. Os presentes são atraídos pela maneira como ele fala; eles se maravilham porque ele demonstra uma autoridade diferente da dos escribas. Além disso, Jesus se revela poderoso também nas obras. De fato, um homem na sinagoga se volta contra ele, questionando-o como o Enviado de Deus; Ele reconhece o espírito maligno, ordena-lhe que saia daquele homem, e assim o expulsa…“aqui vemos os dois elementos característicos da ação de Jesus: a pregação e a obra taumatúrgica de cura”.

Segundo Francisco, a autoridade do Senhor é sentida pelos ouvintes porque não é vazia como a dos escribas que não passam de palavras. O discurso de Jesus tem força porque vem de si mesmo, uma verdadeira autoridade Divina que é verdadeira e assim sentida.

“Ambos os aspectos se destacam na passagem do evangelista Marcos, mas o mais destacado é o da pregação; o exorcismo é apresentado como uma confirmação da singular “autoridade” de Jesus e de seu ensinamento. Ele prega com autoridade própria, como alguém que possui uma doutrina que deriva de si mesmo, e não como os escribas que repetiam tradições precedentes e leis promulgadas. Eles repetiam palavras, palavras, apenas palavras – como cantava a grande Mina; eles eram assim. Apenas palavras. Ao invés em Jesus, a palavra tem autoridade, Jesus tem autoridade. E isto toca o coração”. 

Por que? Porque a Sua palavra realiza o que Ele diz. Porque Ele é o profeta definitivo. Mas por que eu digo isto, – interrogou Francisco – que Ele é o profeta definitivo? Recordemos a promessa de Moisés: Moisés diz: “depois de mim, no futuro, virá um profeta como eu – como eu! – que ensinará vocês”. Moisés anuncia Jesus como o profeta definitivo.

“O ensinamento de Jesus tem a mesma autoridade de Deus que fala; de fato, com um único comando, ele liberta facilmente o possuído do maligno e o cura. Por isso ele fala não com autoridade humana, mas com autoridade divina, porque tem o poder de ser o profeta definitivo, isto é, o Filho de Deus que nos salva, nos cura a todos”.

O Pontífice ainda afirma que a pregação de Jesus ataca diretamente o inferno e o mal existente do mundo. As palavras do homem possuído mostram a distância existente entre Cristo e o mal, são exatamente um o oposto do outro.

“Sua palavra – disse – aponta diretamente contra o reino de Satanás, o coloca em crise e o faz recuar, o obriga a sair do mundo. Aquele homem possuído, alcançado pelo comando do Senhor, é libertado e transformado em uma nova pessoa. Além disso, a pregação de Jesus pertence a uma lógica oposta à do mundo e do mal: suas palavras se revelam como a perturbação de uma ordem errada de coisas. O demônio presente no homem possuído, de fato, grita quando Jesus se aproxima: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir”? Estas expressões indicam a total estranheza entre Jesus e Satanás: eles estão em planos completamente diferentes; não há nada em comum entre eles; são o oposto um do outro”.

A Palavra de Deus no dia a dia

O Santo Padre nos aconselha a lembrarmos sempre de ter conosco uma edição de bolso da palavra de Deus, para que possamos ter a qualquer momento do dia o contato com a autoridade da palavra de Jesus que nos ensina e nos cura.

“Jesus fala com autoridade, o Filho de Deus que cura”. Nós ouvimos as palavras de Jesus que tem autoridade, “não se esqueçam, carreguem no bolso, na bolsa um pequeno Evangelho para lê-lo durante o dia, para ouvir aquela palavra com autoridade de Jesus”. “Todos nós temos problemas, peçamos a Jesus a cura de nossos pecados de nossos males”. A Virgem Maria sempre conservou em seu coração as palavras e os gestos de Jesus, e o seguiu com total disponibilidade e fidelidade. “Que ela também nos ajude a ouvi-Lo e a segui-Lo, para que possamos experimentar em nossas vidas os sinais de sua salvação”.

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