Papa no Regina Coeli: O Espírito Santo e a unidade da Igreja


Regina Coeli no Domingo de Pentecostes (imagem: Vatican News)
Regina Coeli no Domingo de Pentecostes (imagem: Vatican News)

Ao enviar o Espírito Santo, todas as nossas defesas, hesitações e falsas seguranças são abatidas e nos tornamos novas criaturas

[Eduardo Honorato Paulo, 24/05/2021 – Redação CatolicaWeb] No domingo de Pentecostes, o Papa Francisco conduziu sua exortação aos fies reunidos na Praça de São Pedro durante a recitação do Regina Coeli, tomando como base no Evangelho dia. Francisco explica que o Espírito Santo se manifesta como um sopro, livre que desce até a humanidade por vontade de Deus e para cumprir a Sua vontade:

“Esta experiência revela que o Espírito Santo é um como um vento forte e livre; isto é, nos dá força e liberdade. Não pode ser controlado, detido nem medido; nem mesmo podemos prever a sua direção. Não se deixa enquadrar nas nossas exigências humanas, nos nossos esquemas nem preconceitos. O Espírito procede de Deus Pai e do seu Filho Jesus Cristo e irrompe sobre a Igreja – sobre cada um de nós – dando vida às nossas mentes e aos nossos corações.”

O Santo Padre explica que no dia de Pentecostes os discípulos estavam desorientados e com medo, sem saber o que fariam a partir daquele momento. Mas quando desceu o Espírito Ele quebrou suas defesas, medos e inseguranças devolvendo a coragem, o Espírito lhes concedeu uma nova força, um novo vigor. Ainda segundo Francisco o Espírito é Deus e assim como Ele, não possui limites, é universal. Ele não se deixa controlar, é livre para habitar em todo o ser humano sem fazer distinção de pessoas, Ele sopra onde quer abraçando a todos:

No dia de Pentecostes, os discípulos ainda estavam desorientados e amedrontados. O mesmo acontece conosco, que preferimos permanecer na nossa zona de conforto. Mas o Senhor sabe como nos alcançar e abrir as portas do nosso coração. Ao enviar o Espírito Santo, todas as nossas defesas, hesitações e falsas seguranças são abatidas e nos tornamos novas criaturas, ultrapassando os confins culturais e religiosos. “O Espírito é universal, não nos tira as diferenças culturais, as diferenças de pensamento, não: é para todos, mas cada um entende na própria cultura, na própria língua. O Espírito Santo, coloca em comunicação pessoas diferentes, realizando a unidade e a universalidade da Igreja. E hoje nos diz tanto esta verdade, esta realidade do Espírito Santo onde na Igreja existem grupinhos que buscam sempre a divisão, separar-se dos outros. Este não é o Espírito de Deus: o Espírito de Deus é a harmonia, é unidade, une as diferenças.”

Reforçando este pensamento da universalidade do Espírito, Francisco citou o falecido Cardeal Giovanni Canestro que foi arcebispo de Genova até sua morte em 2015. Ele dizia que a igreja é como rio e importante é estar dentro dele:

 “Que você esteja um pouco deste lado, um pouco do outro, não interessa. O importante é estar dentro na unidade do Espírito e não olhar para as pequenezas… isto não é de Deus. A Igreja é para todos, para todos, como mostrou o Espírito Santo no dia de Pentecostes”. 

No dia em que celebramos a descida do Espírito em Pentecostes o Papa pediu pela intercessão de Nossa Senhora que Ele desça abundantemente sobre os corações de todos o fieis, acendendo em todos eles o fogo de seu amor

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