Episódio 9: A simplicidade de Maria nos dá o Plano de Salvação de Deus Pai.

Há alguns dias postei aqui no blog sobre um tema bem simples, porém denso e acho que devo continuar a escrever um pouco sobre isto. No texto “Pra quem eu rezo”, quis transmitir a ideia de como nossa oração é importante e o quão necessária se faz a Comunhão dos Santos para a Igreja como um todo.

Oração é o tema do post e temos duas orações básicas em nossas memórias: O Pai-nosso e a Ave-Maria.

A primeira dispensa qualquer comentário, pois o autor da oração é o próprio Jesus, a segunda tem um caráter mais dogmático sobre pontos fundamentais da nossa Fé.

De maneira bem resumida, com estas duas orações temos o famoso “terço”, pois basta fazer um Sinal-da-Cruz, um Pai-nosso e três Ave-Marias em honra a Santíssima Trindade e fazer cinco grupos de um Pai-nosso e dez Ave-Marias.

Com elas, já podemos rezar e rezar MUITO.

São duas orações que, ao meu ver, se complementam e aos poucos vou descrever o meu entendimento sobre elas. Fato é que, se são orações, elas DEVEM ser rezadas e quanto mais, melhor.

Este dueto compõe um verdadeiro manual para nossa vida cristã católica e, para observar isto, vamos ler as duas orações a seguir:

“Pai-nosso que está nos Céu, santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém.”

“Ave-Maria, cheia de Graça, o Senhor é Convosco. Bendita sois Vós entre as mulheres e Bendito é o Fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte, amém.”

A primeira oração é como nós, filhos de Deus Pai, devemos honrar a Deus, bendizendo e glorificando o Seu Nome, aguardar vigilantemente a vinda do Seu Reino a partir de nossa morte ou pela Segunda Vinda de Jesus, confiar na Vontade Dele, pedir o necessário para que possamos nos sustentar e viver o dia de hoje, pedir perdão pelos nossos pecados e, na certeza de ser perdoados por Ele, seguirmos seu exemplo e perdoar a quem nos causou qualquer tipo de mal, pedir o auxílio essencial para não nos desviarmos pelas tentações do dia e a proteção de todo tipo de mal.

Já a segunda oração, são duas frases famosas: a primeira do Arcanjo Gabriel que saudou Maria no dia da concepção de Jesus e a segunda é a frase dita por Santa Isabel, sua prima, quando Maria foi visitá-la. Por fim, apenas reafirmamos o que o Arcanjo Gabriel disse ao dizer que Maria é Santa e é Mãe de Deus e fazemos um pedido a Ela, que é nossa Mãe dada pelo próprio Jesus na cruz, para que interceda ao nosso favor diante de Deus todos os dias de nossa vida e, principalmente, na hora da nossa morte.

É evidente o que estas orações significam para nós. Ao “explicá-las” de forma breve nos parágrafos anteriores, eu fiz quase uma cópia do que foi dito nas orações originais. O que quero dizer é que são orações que se expressam de maneira clara e objetiva sobre fatos que são essenciais para nossa vida.

É nosso dever seguir o que diz o Pai-nosso e é nosso auxilio oportuno o que diz a Ave-Maria.

Maria soube cumprir com Sua vida e com Seu corpo o Pai-nosso, pois honrou Deus Pai ao proclamar o Magnificat, soube receber o Reino de Deus em Seu Imaculado ventre pela ação do Espírito Santo e se submeteu a Vontade de Deus Pai, soube, ao lado de José e pela confiança na Providência Divina, obter o sustento da Sagrada Família e, sendo humilde, perdoou (e continua a perdoar) a humanidade pelas ofensas e males proferidos ao Seu Filho e a Ela e, por fim, soube manter-se Imaculada desde sua concepção até sua Assunção e livre de todo mal que ousaram (e ousam) a proferir contra Ela.

A vida de Maria é a vivência perfeita de cada palavra do Pai-nosso.

E se somos capazes de reconhecer às palavras ditas pelo Arcanjo Gabriel e por Santa Isabel, certamente estamos no caminho correto para cumprir cada uma das etapas que o Pai-nosso propõe a nós. Se reconhecemos Maria como a agraciada por Deus Pai, como Mãe de Deus Filho, pela ação do Seu Divino Esposo, como Bendita entre todas a mulheres nós podemos pedir confiantemente o seu auxílio Materno durante nossa vida terrena e na hora de nossa morte, pois reconhecer isto, é aceitar o Plano de Salvação de Deus em nossa vida.

Se nas Ave-Marias que rezamos nós não reconhecermos que a Salvação habita entre nós, não somos capazes de cumprir de maneira perfeita o Pai-nosso. De forma análoga, se não conseguirmos observar o Pai-nosso na vida de Maria, não sou capaz de reconhecer este plano de Salvação descrito na Ave-Maria.

Que possamos intensificar nossa vida de oração de modo a produzir uma intimidade com Deus. Que ao proferir estas orações, não nos apeguemos às formulas, mas ao significado quem elas possuem. Que possamos rezar por aqueles que amamos, mas sobretudo, aqueles os quais nos custa amar e que não nos amam. Que estas orações sejam mais uma forma de sustentar a nossa Fé para não desanimarmos.

De um católico qualquer,
Gabriel Bondioli Piterutti


A foto que escolhi: Mãe de Fátima, rogai por nós que recorremos a Vós.
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